BEM VINDO A UM MUNDO ESTRANHO!

as vezes nem tão estranho, as vezes nem tão diferente, talvez seja apenas improvável...

sábado, 17 de abril de 2010

Violência gratuita e de acesso a todos


Quais as causas que levam a desgraça ser tão mais atrativa que qualquer outro assunto? Podemos até fazer uma pequena suposição, mesmo no Brasil se você localmente sair procurando aleatoriamente notícias sobre os campeonatos estaduais de futebol e nem todos saberão dizer quem são os líderes ou finalistas de algumas competições, contudo no quesito informação de fatalidades e “eventos” policiais LOCAIS talvez muito mais pessoas tenham conhecimento das “novidades”.
Ok, talvez isso seja bobagem proveniente de minha limitada mente que parece sempre ver o pior em tudo. O número de pessoas que tem algum nível de conhecimento logicamente tem relação com a exigência de postura de mudança e indignação, de tal modo que buscam informações sobre tais ocorrências procurando acrescentar sua voz a multidão revoltada! ... será?
Desde os mais remotos tempos de Coliseu a desgraça alheia possui uma capacidade magnética quase tão forte quanto à gravidade que insistentemente tenta nos prender ao chão desse planeta. Essa relação quase leva a uma passagem no tempo onde voltamos a nos deliciar com imagens cruas que desnudam o mundo como se ele fosse apenas um recinto minúsculo onde impera a violência, assistida tão normalmente hoje quanto no tempo dos cristãos sendo devorados por leões ou judeus fuzilados por uma razão plausível apenas na cabeça de um ditador insano.
A aparente indignação pela violência se tornou as escusas para a admiração de verdadeiros shows de horrores onde quase há uma expectativa por uma notícia que irá desbancar o assassinato cruel que foi apresentado ontem.
Programas “informativos” tão educativos quanto filmes pornográficos apresentados a adolescentes como educação sexual. Aos que não viram o Youtube permite ver a “educada” réplica apresentada por um infame locutor ao ser abordado por um texto proveniente de um estudante que o criticou por seu espetáculo dado em rede televisiva. Próximo a isso me vi surpreso alguns dias atrás quando vi noticiado a que outro “indignado cidadão” que apresentava notícias visando o bem do “povo humilde” fora preso por crimes de estelionato, formação de quadrilha e falsificação de documentos.
Diante de tal realidade me questiono até onde há real intenção de informação dissimulada ou não, e o que se tornou apenas mais um entretenimento em busca da tão preciosa audiência?
Contudo nos deparamos com uma realidade estranhamente numerosa de sedentos por sangue, somado os fatores A+B+C e outros todos existentes como uma simples operação matemática temos um resultado de complexidade interessante:
Admiramos a violência por sermos indiferentes ou nos tornamos indiferentes por admirarmos a violência?

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Sucesso... qual sua unidade de medida?


Qual a maneira correta de medir o sucesso real em nosso mundo?

Começo esse texto com esse simples questionamento que provavelmente aos que se aventurarem ler tais linhas possam pensar em amplas, variadas e inusitadas respostas dessa controvérsia.

Fama, riqueza, reconhecimento, prêmios, notoriedade...
... talvez todos esses termos sejam simplórios se tentar ser dimensionados como sinônimo de sucesso. Cada aspecto isoladamente pode até fazer parte do contexto conhecido como sucesso, mas nenhum deles visto separadamente ou até mesmo somados pode preencher a lacuna da palavra sucesso.

Hoje se encontra de luto uma imensidão espalhada por vários lugares, luto por cada um daqueles para quem ele contribuiu, mudou, transformou, ensinou e educou de maneira direta ou indiretamente com seus conceitos tão concretos.

Visto desse ângulo, agora posso definir a verdadeira medida do sucesso...

ADMIRADORES, SEGUIDORES, DISCÍPULOS, APRENDIZES, ALUNOS

Creio que não há longevidade do que a de se fazer seguidores, pois a vida jamais será extinta havendo discípulos do mestre e de sua obra. Não falo aqui em termos religiosos como um conceito imutável e irrevogável, mas pela capacidade de mostrar o quanto DEPENDE de cada um fazer uso do conhecimento adquirido como aluno para se poder conceituar uma nova realidade segundo nossos próprios caminhos, de tal modo que ainda que consigamos moldar algo diferente, originamos naquilo que nos foi proposto como ensinamento e assim vivificamos a obra e memória do mestre que nos educou.
Sucesso não pode ser medido em momentos, em frases de efeito ou conceitos passageiros, a verdadeira face do sucesso são os frutos, seguidores da obra desenvolvida através de uma vida.
E para a lembrança daquele que tanto nos ensinou creio que sua memória será sempre vivida agora através das vidas de cada um de seus aprendizes.

Dedico esse texto a memória de Waldyr Gutierrez Fortes, mestre na arte de ensinar.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Por que não fiquei com minha boca fechada???


Começo citando alguns dos grandes e velhos ditados que acredito ser do tempo em que meu pai brincava de carrinho no quintal da casa de meus avós:

EM BOCA FECHADA NÃO ENTRA MOSCA!
QUEM FALA DEMAIS DÁ BOM-DIA A CAVALO!
PALAVRA É SEMENTE LANÇADA, PODE NÃO VINGAR, MAS FOI PLANTADA!

bom... o fenômeno da Internet, mesmo sendo uma simples ferramenta comum, permite que pessoas expressem seus pensamentos, suas filosofias, seus momentos de raiva ou qualquer sentimento que possa ser expresso em palavras, como as que tento divagar aqui. Entretanto o que tenho visto não por poucas vezes são pessoas declarando coisas e tentando de todos os modos possíveis se retratarem!

Então... aí temos um problema, aquilo que chamarei de "inocência idiota" é algo no mínimo irresponsável, ainda mais pessoas que são acompanhadas por muitos, alguns sem intenção outros muito bem intencionados.
Prova do reflexo da falta de normalidade de aceitar ou não a idéia individual e creio dessa forma que o exercício do domínio dos próprios pensamentos passa longe de ser uma possibilidade a ser conquistada nesse milênio.

Palavras (penso aqui no sentido da expressão e não meramente no amontoado sequencial e organizado de letras simplesmente) acabam sendo como fenômenos, ou chamam atenção por sua beleza ou por sua inutilidade, visto que ambas tem sua singularidade no mercado filosófico que vivemos.

Diante de tão grande exposição de pensamentos chamativos, por assim dizer, caberia a cada um analisar se ao viverem literalmente a expressão MINHA VIDA É UM LIVRO ABERTO não estão sendo "inocentes idiotas" ao declarar aquilo que sua mente traiçoeira lhe diz.